terça-feira, 20 de outubro de 2015

MERCADO CENTRAL








Cabelos esvoaçantes, palavreados indecifráveis em meio a um emaranhado de cores, panos e madeirares, fui redescobrir o Mercado Central, me senti uma atleta das olimpíadas pulando sobre bolsas, nadando contra à multidão, as luzes que cintilavam dos olhos dos transeuntes eram os flashes que necessitavam para minhas fotos.


Pessoas entrando com bolsos cheios de significantes pedaços de papel e partindo com os braços enroscados à sacolas, pacotes e um coração cheio de encantamentos e amor depois de desfilarem por passarelas faltando pedaços de piso e corrimões um pouco enferrujados, detalhes que são despercebidos pela distração que o batuque da zabumba e da sanfona que chegava em nossos ouvidos misturado-se aos gritos dos vendedores que içam a porta de suas lojas nos convidando para entrar com um belo sorriso no rosto.

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