Cabelos
esvoaçantes, palavreados indecifráveis em meio a um emaranhado de cores, panos
e madeirares, fui redescobrir o Mercado Central, me senti uma atleta das olimpíadas pulando sobre bolsas, nadando
contra à multidão, as luzes que cintilavam dos olhos dos transeuntes eram os
flashes que necessitavam para minhas fotos.
Pessoas
entrando com bolsos cheios de significantes pedaços de papel e partindo com os braços enroscados à sacolas, pacotes e um coração cheio de encantamentos e amor
depois de desfilarem por passarelas faltando pedaços de piso e corrimões um
pouco enferrujados, detalhes que são despercebidos pela distração que o batuque
da zabumba e da sanfona que chegava em nossos ouvidos misturado-se aos gritos dos
vendedores que içam a porta de suas lojas nos convidando para entrar com um
belo sorriso no rosto.

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