segunda-feira, 26 de outubro de 2020

ANSIEDADE: ASSIM É A IDADE

 


A primeira vez que me lembro que senti isso foi no final do ensino médio, diferente dos meus colegas de classe não estava feliz em encerrar essa fase da minha vida, tinha medo do que me aguardava mais à frente. Os últimos meses do terceiro ano letivo foram se arrastando em meio às faltas, gazeando aula, fingindo que estava doente, minha mãe me batia, me obrigava a ir, uma vez me expulsou de casa sem os sapatos, depois os rebolou na calçada gritando que eu iria de qualquer jeito para a aula. Uma coisa que não conseguia e não consigo ate hoje é criar amizades, me esforçava ao máximo me enturmando à força nos grupinhos, mas não me sentia  bem vinda e segura em nenhum lugar, nos trabalhos de grupo, dupla ou trio eu fazia individualmente ou então os professores me encaixava em algum, hoje não ligo mais para isso... Passou.

 

 A segunda vez foi dez anos depois, trabalhava em um emprego bom, fazia faculdade e tinha um namorico que, depois de dez meses descobri que nunca havia terminado com seu antigo relacionamento. Depois da descoberta me tornei mais fria do que já era com tudo e todos, debochada, com um humor ácido, mas que depois ao chegar em casa chorava, ou enrolada aos lençóis ou fazendo os trabalhos da faculdade, me recordo que quase não conseguia vê a tela do computador por conta dos meus olhos encharcados de lagrimas. Nos dois anos seguintes vi que tudo isso não daria em nada e decidi viver a vida, terminei a faculdade, me especializei em fotografia, andava por toda a cidade nos dias de folga sem hora para voltar, entrei para um curso de espanhol e passei no mestrado... Passou.


 A minha terceira crise esta sendo agora na pandemia, afastada do trabalho, sem estudar, algo que me serviria de apoio, passo o dia todo trancada no quarto, com pânico de sair de casa. Me tornei uma piada para as pessoas da rua onde moro, minha mãe e irmão contribuem dizendo que o vírus vai me pegar dentro do quarto e me matar se eu não sair, mais uma vez estou sozinha. Recebo apoio de conhecidos, mas nenhum posso considerar um amigo, os namoricos!? Depois daquele fui enganada muitas outras vezes, um ano depois um antigo colega que eu era apaixonada e nunca me deu bola ressurgiu não sei de onde querendo me ver, saímos umas três vezes, duas delas ao cinema e outra num date de vinho, da mesma forma que surgiu, sumiu, sofri? Sim, mas hoje nem ligo mais, tanto que um pouco antes da pandemia, surgiu outra pessoa que me deu um fora quinze anos atrás, dizendo nas redes sociais que estou diferente e queria me ver, fingi que acreditei, ri, a pandemia chegou e acho que ele me esqueceu, talvez não estivesse tão diferente assim. Um segundo apareceu também me mandando às mesmas mensagens todos os dias, fiquei enjoada de enrolar ele porque sabia que não ia dá em nada como nas outras vezes, quando na semana passada ele posta fotos de seu casamento civil, quase que me enganam novamente, desta vez no meio de uma crise de ansiedade e de uma pandemia.


Estou tentando aguentar firme, dentro do meu quarto, com meus livros digitais, as musicas e cantores novos que estou conhecendo, sem alguém em que possa me apoiar, sem amigos, sem amores e quase sem cabelo. Acho que a cada crise me conheço mais e percebo que o básico social que todos têm eu nunca terei, mas eu não sou todo mundo... Isso vai passar também.


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quarta-feira, 22 de abril de 2020

FUI TROLADA POR UM LIVRO




Em tempos de quarentena estou aproveitando o tempo livre sem atividades para adiantar algumas leituras, um dos livros que peguei foi o “Originais – como os inconformistas mudam o mundo” de Adam Grant, ainda não conclui a leitura, por isso essa postagem não é uma resenha. O fato de está falando sobre ele antes de finalizá-lo é que ele me pregou uma peça. O comprei em 2018, e logo iniciei a leitura, não me recordo por qual motivo o abandonei agora nesse momento resolvi dá mais uma chance a ele e me surpreendi, que livro incrível.

Agora vem o motivo da postagem, cuidado, contêm spoiler de um trecho do livro. Em um dos capítulos que se chama “No Limbo” no qual fala sobre como devemos apresentar nossos projetos aos grandes investidores, ele fala sobre o Efeito Sarick, no subtítulo “Enfatizando seus defeitos: o Efeito Sarick”, nele o autor fala do empreendedor Griscom e sua esposa que, após ter seu primeiro bebê ficaram perplexos com a quantidade de propagandas e conselhos enganosos de como deveriam criar seu filho, então, criaram o “Babble”, uma revista digital e rede de blogs para apresentar as verdades duras da criação de um bebê com leveza e humor, para isso Griscom foi vender sua ideia para os investidores. Ao apresentar um projeto, um empreendedor lista os pontos positivos de sua empresa, Griscom fez o inverso, narrou os pontos negativos, o efeito Sarick, e assim captou 3,3 milhões de dólares em um ano em investimentos.

O autor explica que, ao convencer alguém, as pessoas apresentam pontos positivos e minimizam os negativos, mas, esse tipo de argumento faz sentido se o publico for acolhedor. Agora, se o publico for composto por capitalistas e administradores, os mesmos procuram um furo na sua ideia para convencer que sua sugestão não irá funcionar, acentuando defeitos, agora, se pontuar os pontos fracos a audiência é totalmente desarmada. Eu considerei o Efeito Sarick incrível, pelo fato do que o otimismo é algo pecador ao apresentar uma proposta, no qual o empreendedor estava empurrando um discurso de vendedor. Se uma pessoa critica algo, em qualquer situação, significa que ela enxergou em todos os ângulos sua proposta ou ideia e esta ciente do problema. Dois anos depois, Griscom foi à Disney e vendeu sua empresa por 40 milhões de dólares onde, o primeiro slide de sua apresentação continha a frase “Eis por que vocês não deveriam comprar o Babble”.

Agora vem a trollagem do livro, três paginas depois, cujo subtítulo é “Estranhamento gera hostilidade”, que em resumo explica o desfio da aceitação de sua ideia original. A exposição de um assunto, proposta, decisão nem sempre é aceito de imediato, expô-los de uma forma lenta e gradual faz com que as pessoas passem a gostar mais da ideia. Para ilustrar, o autor apresenta duas palavras, “Iktitaf” e “Sarick”, por instinto de conhecer a palavra e ter gostado do seu significado optei pelo “Sarick”, nesse momento o autor explanou que o Efeito Sarick nunca existiu, ele inventou a palavra e o seu conceito para apresentar o Efeito da mera exposição do psicólogo Robert Zajon, fui trolada genialmente por um livro.

A familiaridade não gera hostilidade e sim conforto, porém, quando há uma superexposição pode gerar tédio e irritação. Se a exposição de uma ideia vem curta, gradual e misturadas com outras idéias ela será mais bem aceita e assimilada. Eu achei fantástica a persuasão e audácia desse autor.


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quinta-feira, 6 de junho de 2019

REVERSO




Semana passada, no dia 30 de maio de 2019, me tornei mestre. A princípio, esta postagem era para ser um desabafo de decepção, pelo fato de que durante o percurso do mestrado não ter sido fácil, decisões, estresses, desânimos e desapontamentos. Mas, quando me vi na foto do dia da defesa, percebi que estava sorrindo. Para quem me conhece sabe que não sou das pessoas mais simpática, não gosto muito de sorrir em especial em fotos, me considero feia sorrindo, a surpresa da foto foi que não me lembro de ter sorrido no momento do click. Talvez tenha sido um desabafo para mim mesmo de que, “Pronto! Você conseguiu outra coisa que nunca iram tirar de você”.

“Nem sempre quando caminhamos para frente significa um avanço, às vezes é aprendizado. Acreditava que com o título progrediria, teria a possibilidade de alcançar sucesso e crescimento profissional e não precisasse me curvar mais, quando alguém superior ou no mesmo patamar que eu debochasse de mim”. Esse era o meu pensamento antes da defesa, de decepção, mas, após a tempestade meditei, refleti e compreendi que eu transpus mais um obstáculo. Tudo na vida tem o seu tempo, quando o meu sucesso profissional chegar logo estarei preparada, agora precisarei caminhar olhando para os lados, para ajudar e ser ajudada. As crises somos nós que criamos, as oportunidades também.

Preciso de muito mais que um título para vencer minhas deficiências. Um pedaço de papel não significa muita coisa, tenho que provar que posso ser mais do que passar em uma seleção ou finalizar um curso. Muitas pessoas não acreditam no meu potencial e eu acabava por acreditar nelas, porém a única pessoa que devo ouvir sou eu e Deus. Às vezes, a luz do fim do túnel é uma lanterna que se apaga quando chegamos perto, contudo, para as pessoas fortes (o que estou lutando para ser), a vida não possui apenas uma saída, as mãos foram feitas para derrubar paredes, criar novas portas e janelas e decorá-las com seu otimismo e coragem. Ainda chegarei onde quero...

REVERSO – Aquilo que está colocado na parte oposta, posterior, contrária; Aquilo que voltou ao ponto de partida. 


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terça-feira, 20 de novembro de 2018

A CORAGEM DE SER IMPERFEITO - RESENHA




O livro “A coragem de ser imperfeito” de Brené Brown chegou às minhas mãos neste último feriadão da Proclamação da República, o título me instigou para iniciar a leitura e ele se desvelou rapidamente, primeiro por ser o que realmente preciso ouvir (ler) e pelo fato de que todos precisam lê-lo, por isso a postagem.

Pesquisadora e contadora de histórias, como ela mesma se intitula, Brené trouxe sua pesquisa sobre vulnerabilidade, vergonha e a autorealização. A proposta do livro foi construída de forma fantástica, num estudo qualitativo a escritora expôs que podemos mostrar nossa ousadia de sermos imperfeitos neste mundo, tirando nossas armaduras e desvendando nossas escolhas de inovação e criatividade. “A vulnerabilidade não é fraqueza, é verdade e coragem.”

O livro nos direciona a como seguir em frente, somos falhos e imperfeitos em tudo o que fazemos, “O perfeccionismo é autodestrutivo simplesmente porque a perfeição não existe”, então devemos ser plenos dando o melhor de si. Li as páginas dos livros com os olhos embargos, pois a cada parágrafo passava o filme da minha vida na minha cabeça, o quanto que sou vulnerável, quantas coisas deixei de fazer pensando no que as pessoas iriam pensar de mim ou das minhas atitudes.  A aparência física é um dos principais empecilhos, vulnerabilidades, vergonha que tenho, a couraça pesada da vergonha da aparência me impediu de conhecer a mim mesma e de me deixar ser conhecida pelos outros. Os estudos e o trabalho tornaram-se a falsa proteção para me acolher e silenciar me deixando exaustiva com as minhas imperfeições.

“Somente quando temos coragem suficiente para explorar a escuridão, descobrimos o poder infinito de nossa própria luz.”

“É necessário superar a vergonha para chegar à vulnerabilidade.”

“O maior crítico que enfrentamos somos nós mesmos, mas a vergonha extrai o poder de explanarmos.”

Ao chegar nestes trechos do livro minha mãe me criticava no andar de baixo da casa pelo fato de não conseguir retornar ao mercado de trabalho, ela sempre foi do contra nos meus estudos, para ela é só gasto de dinheiro, agora mais ainda por não conseguir recolocação profissional. Entretanto, nunca me imaginei com um Ensino Superior, me vi realmente boa em algo que me fazia feliz, portanto coloquei a armadura da vergonha da minha mãe em não me apoiar e explorei a escuridão, a resiliência tornou-se diária já que o único crítico que devemos temer somos nós mesmos.

“A ousadia é a coragem para continuar firmes na arena da vida”. Se ficarmos escutando as pessoas em nossa volta nunca seremos realizados, por mais que essas pessoas nos amem, apenas nos sabemos o caminho que queremos trilhar e chegar, a ousadia de lutarmos por nosso ideais atrofia a vergonha. Para isso, devemos ser vulneráveis para expandir nossa criatividade, nosso poder de inovação, motivação, produtividade e confiança. Aceitar as dores e as situações não é simples, porém, quando você têm planos e quer que as coisas caminhem do seu jeito porque você acredita neles é possível. A solidão é outro ponto forte do livro que visualizei e trouxe na minha vida, fui muito magoada pelos companheiros do passado, amigos e conhecidos, a armadura da vergonha me apresentou que devemos ter empatia por nos mesmos e aceitar as escolhas não só de você, como também dos outros.

Quando finalizei o livro percebi que cresci um pouco mais sem me mexer, os capítulos me desvendaram que só depende de nós para sermos nossas realizações e deixar de lado o que os outros pensam. Defini o que o livro me ensinou em um pequeno texto: “A sua história não está escrita totalmente, se você quer crescer profissionalmente, deixar de ser garçonete, melhorar de vida, poder viajar ao invés de trabalhar nas férias dependerá de suas atitudes, quer fazer seu nome por seus esforços, sem depender de ninguém, ser reconhecida ao invés de ignorada, dependera de suas atitudes, da sua vulnerabilidade.”




Sobre o livro:
Título: A coragem de ser imperfeito
Autora: Brené Brown
Número de páginas: 164
Editora: Sextante

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domingo, 4 de novembro de 2018

MINAS GERAIS - DIAMANTINA




A formação do município está intrinsecamente ligada à exploração do ouro e do diamante. Por volta de 1722, começou o surgimento do povoado, sempre seguindo as margens dos rios que eram garimpados. A partir de 1730, ainda com uma população flutuante, o Arraial do Tejuco foi se adensando.
Construída em um sítio íngreme, possui traçado urbano sinuoso, formado por ruas estreitas com calçamento em pedra. A morfologia urbana de Diamantina foi inspirada nas cidades medievais portuguesas. Na área central da cidade encontramos uma parte plana, de pedras acinzentadas;
A tipologia comum é a colonial, havendo poucos exemplos de construções neoclássicas, ecléticas ou neocoloniais. A arquitetura moderna está representada por três obras de Oscar Niemeyer, da década de 1950. Encravada na inóspita Serra do Espinhaço. Diamantina é um exemplo vivo de arquitetura colonial de linhas e formas suaves, adaptadas aos trópicos.

Nota-se o uso de elementos que remetem à arquitetura portuguesa influenciada pela árabe, como muxarabis e treliças nas janelas e varandas.
Em 1938, o conjunto arquitetônico do centro histórico da cidade foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e, em 1999, foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial.


CAMINHO DOS ESCRAVOS


É uma estrada construída a árduas penas pelos escravos, usada para escoar mercadorias e diamantes. Tem início no Mercado dos Tropeiros, onde há uma placa indicando que o percurso é de 20 km e o tempo estimado para caminhada é de oito horas. Atravessa o Parque Estadual do Biribiri e termina no Distrito de Medanha. É recomendável o acompanhamento de um guia.

CASA DE JUSCELINO KUBITSCHEK


O espaço é composto por dois casarões, separados por um pátio onde ele viveu com a mãe e a irmã.


CASA DA GLÓRIA

CASA DA GLÓRIA - ESTILO COLONIAL



Uma rica senhora adquiriu o casarão em frente ao bordel da cidade e como tinha a intenção de fundar aí uma escola para moças, comprou também o bordel e construiu o passadiço para que as moças não passassem pela rua.




O passadiço foi projetado pelo arquiteto John Rose e inspirado na “Ponte dos Suspiros” da cidade de Veneza. Esse mesmo arquiteto foi responsável pelo projeto de outras edificações de Diamantina.


CATEDRAL DE SANTO ANTÔNIO DA SÉ

ESTILO COLONIAL




Erguida em 1854 e demolida em 1930, construiu-se outra no lugar em 1940 elevando- se para catedral.




IGREJA NOSSA SENHORA DO CARMO



O frontispício obedece ao sistema construtivo tradicional da arquitetura religiosa da região em madeira e adobe.


Há duas versões para o fato da torre ter sido construída na parte de trás da igreja: esta alteração permitiria que Chica da Silva frequentasse as missas, já que imperava uma lei que proibia os negros de irem "além das torres", ou a mudança teria sido um pedido da própria Chica, que não queria que o barulho dos sinos chegasse até sua casa.


 

BASÍLICA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

ESTILO NEOGÓTICO
Sua construção iniciou-se em 1884 e foi concluída em 1889. Projetada pelo padre Júlio Clevelin, tem estilo neo-gótico e se destaca por ser a única da cidade construída com pedras de cantaria.




Possui em seu interior vitrais franceses coloridos, a mesa do altar-mor, embora pareça ser de madeira, é toda em pedra sabão.




CASA CHICA DA SILVA

ESTILO COLONIAL

Por falta de documentação, desconhece-se a época precisa que foi construída. Chica da Silva viveu, provavelmente entre os anos 1763 e 1771.

As divisões internas da casa são de pau-a-pique, os pisos em tábuas largas e os forros em esteira ou madeira, sacadas com treliça nas janelas e ampla varanda fechada por treliça.




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MINAS GERAIS - CONGONHAS





Situado a setenta quilômetros de Belo Horizonte, Congonhas possui um expressivo conjunto de riqueza barroca do maior artista do gênero no Brasil: Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido pelo apelido Aleijadinho. Antes de ser a "Cidade dos Profetas", Congonhas foi e ainda é um grande centro de peregrinação.


BASÍLICA BOM JESUS DE MATOSINHO


Patrimônio Mundial declarado pela Unesco em 1985, é um dos maiores tesouros da arte barroca, construído entre 1757 e 1790. 
No adro da basílica, os 12 profetas em pedra-sabão foram esculpidos por Aleijadinho e seus auxiliares entre 1800 e 1805. Na parte interna, a igreja abriga relicários também talhados por ele, rica decoração rococó e pintura do teto assinada por Mestre Ataíde.


Rocalhas e cabeças de querubins rodeiam um medalhão onde foram inscritos os símbolos da Paixão de Cristo. No nível superior se abrem dois janelões com balaustrada e verga em arco abatido.
A pintura do teto da capela-mor foi realizada entre 1773 e 1774 mostrando o sepultamento de Jesus. 


As estátuas quase em tamanho natural e dispostas harmoniosamente no átrio da igreja possuem características em comum, tais como, cabelos encaracolados, olhos mongóis e maçãs no rosto, que são uma marca do Aleijadinho, umas foram totalmente esculpidas pelo artista, outras parcialmente.
Para identificar aquelas esculpidas pelo próprio Aleijadinho, os estudiosos se basearam no acabamento, na simetria e na perfeição dos traços para identificá-los. Os Profetas esculpidos por seus discípulos apresentam erros de proporção e traços grosseiros em determinadas partes.



IGREJA SÃO JOSÉ DO OPERÁRIO

A última a ser construída em Congonhas, por volta de 1817 possui torres e fronstipício arredondadas e portais trabalhados e entalhes neoclássicos.

IGREJA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO


A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição é parte dessa época e nela se encontram várias fases do barroco, apresenta o frontispício de Aleijadinho datada de 1749.
A fachada da Igreja Matriz foi construída em estilo jesuítico do século XVIII, com duas torres, frontais com voluta e sineira, ligadas ao corpo da igreja.


A nave da Matriz de Nossa Senhora da Conceição é uma das maiores de Minas, e forma um só corpo, sem corredor, balaustrada em jacarandá. 

MUSEU DE CONGONHAS


Localizado ao lado do Santuário do Bom Jesus de Matosinho, com estilo moderno, todo branco com detalhes de concreto aparente, destoa do restante do cenário que remete ao período colonial brasileiro.

SOLAR DA INTENDÊNCIA – PEFEITURA


ESTILO ECLÉTICO





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MINAS GERAIS - TIRADENTES





Fundada no início do século XVIII, Tiradentes possui aproximadamente sete mil habitantes e oferece infraestrutura completa para o turismo: restaurantes, ponto de táxi, serviço de informações, farmácias, posto de gasolina e lojas de artesanato. Dados de 2007 indicam que a cidade possui mais de 150 pousadas e hotéis, com opções para quem viaja sozinho, casais, famílias e grupos.
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o conjunto arquitetônico e natural de Tiradentes permanece quase inalterado.  A maior parte do conjunto de edificações históricas coloniais, tanto as civis quanto as religiosas, são das primeiras décadas do século XVIII.

IGREJA MATRIZ DE SANTO ANTÔNIO

No estilo Barroco é a segunda com a maior quantidade de ouro 480kg, a primeira fica em Salvador, datada de 1710;
O conjunto da fachada é limitado por graciosas curvas de ornatos tipicamente barrocos. O frontão termina encimado por uma bela cruz. Um Relógio de Sol ornamenta a fachada da bela igreja e que acabou por tornar-se o símbolo da Cidade de Tiradentes.  Não é de sua autoria a fachada original, mas ela foi modificada em 1810 a partir de um risco encomendado a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.


O púlpito, todavia é simples, mas encimado por rico trabalho de ornamentação. A balaustrada inferior que separa a capela-mor dos altares laterais é considerada bastante original, pois em vez de ser torneada, como era comum, é entalhada em madeira em caprichoso desenho.
No interior, ainda temos o teto com forro em madeira pintada, o púlpito, o trabalho em marcenaria das talhas e a prevalência de cores escuras e douradas na decoração, com muitos ornamentos característicos do estilo. Além de possuir um órgão importado de Portugal, possui também o piso marcado com as antigas covas, onde foram enterrados nobres e pessoas importantes da igreja. No lado de fora, ainda encontra-se um cemitério e, atrás dela, o acesso ao beco das almas.


CAPELA COM FRONTÕES TRIÂNGULARES 

SANTO ANTÔNIO DO CANJICA

SÃO FRANCISCO DE PAULA
São as igrejas Santo Antonio do Canjica, São Francisco de Paula e São João evangelista. As três possuem características similares, com o frontão triangular de coroamento fazendo o acompanhamento do caimento das águas do telhado, o corpo central elevado, um óculo e alas laterais mais baixas e simétricas onde estão os sinos. Todas essas igrejas possuem forte influência das capelas rurais portuguesas e um programa arquitetônico simples: nartéx, coro, capela-mor e sacristia, sendo os aposentos de forma retangular com pouca ornamentação e podendo ter corredores ou capelas laterais.
SÃO JOÃO EVANGELISTA

IGREJA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS PRETOS


Nossa Senhora do Rosário é o melhor exemplar em frontões curvilíneos, sendo ela a mais elaborada e tendo em seu interior um altar-mor esculpido em madeira policromada, o púlpito em granito e madeira e a pintura do teto representando a vida de Nossa Senhora do Rosário.


A pintura no teto é Nossa Senhora dando o Rosário a São Domingos que tem junto São Francisco.






CHAFARIZ SÃO JOSÉ


Essa obra constitui-se numa grande curiosidade dos tempos coloniais, pois além de interessante do ponto de vista dos belos e sóbrios ornatos, é talvez o único que servia a múltiplas finalidades: fornecimento de água potável (já que não havia água encanada), bebedouro de animais, lavanderia e até mesmo oratório público, já que ostenta em seu centro um harmonioso frontispício com um nicho envidraçado com uma imagem de São José de Botas, feita no século XVIII, em terracota, em seu interior.



PREFEITURA DE TIRADENTES
ESTILO COLONIAL


MUSEU CASA PADRE TOLEDO
ESTILO ROCOCÓ

Teto do quarto do padre retratando os cinco sentidos. Cada plano representa um sentido, ilustrado com personagens da cultura greco-romana, tema essencialmente hedonista, ou seja, voltado aos prazeres do mundo, em uma concepção de prazer ligada à noção de felicidade.



SALA DOS ESPELHOS




Teto da sala dos Espelhos. Podemos observar as rocalhas (formas de concha) e as volutas (voltas em forma de "C" e "S"), elementos centrais no rococó.


Escultura rococó de madeira do século XIX intitulada "O Salvador".


A peça exposta temporariamente no Museu Casa Padre Toledo.












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