O
livro “A coragem de ser imperfeito” de Brené Brown chegou às minhas mãos neste
último feriadão da Proclamação da República, o título me instigou para iniciar
a leitura e ele se desvelou rapidamente, primeiro por ser o que realmente
preciso ouvir (ler) e pelo fato de que todos precisam lê-lo, por isso a
postagem.
Pesquisadora
e contadora de histórias, como ela mesma se intitula, Brené trouxe sua pesquisa
sobre vulnerabilidade, vergonha e a autorealização. A proposta do livro foi construída
de forma fantástica, num estudo qualitativo a escritora expôs que podemos
mostrar nossa ousadia de sermos imperfeitos neste mundo, tirando nossas armaduras
e desvendando nossas escolhas de inovação e criatividade. “A vulnerabilidade
não é fraqueza, é verdade e coragem.”
O
livro nos direciona a como seguir em frente, somos falhos e imperfeitos em tudo
o que fazemos, “O perfeccionismo é autodestrutivo simplesmente porque a
perfeição não existe”, então devemos ser plenos dando o melhor de si. Li as páginas
dos livros com os olhos embargos, pois a cada parágrafo passava o filme da
minha vida na minha cabeça, o quanto que sou vulnerável, quantas coisas deixei
de fazer pensando no que as pessoas iriam pensar de mim ou das minhas
atitudes. A aparência física é um dos
principais empecilhos, vulnerabilidades, vergonha que tenho, a couraça pesada
da vergonha da aparência me impediu de conhecer a mim mesma e de me deixar ser
conhecida pelos outros. Os estudos e o trabalho tornaram-se a falsa proteção para
me acolher e silenciar me deixando exaustiva com as minhas imperfeições.
“Somente
quando temos coragem suficiente para explorar a escuridão, descobrimos o poder
infinito de nossa própria luz.”
“É
necessário superar a vergonha para chegar à vulnerabilidade.”
“O
maior crítico que enfrentamos somos nós mesmos, mas a vergonha extrai o poder
de explanarmos.”
Ao
chegar nestes trechos do livro minha mãe me criticava no andar de baixo da casa
pelo fato de não conseguir retornar ao mercado de trabalho, ela sempre foi do
contra nos meus estudos, para ela é só gasto de dinheiro, agora mais ainda por
não conseguir recolocação profissional. Entretanto, nunca me imaginei com um
Ensino Superior, me vi realmente boa em algo que me fazia feliz, portanto
coloquei a armadura da vergonha da minha mãe em não me apoiar e explorei a
escuridão, a resiliência tornou-se diária já que o único crítico que devemos temer
somos nós mesmos.
“A
ousadia é a coragem para continuar firmes na arena da vida”. Se ficarmos
escutando as pessoas em nossa volta nunca seremos realizados, por mais que
essas pessoas nos amem, apenas nos sabemos o caminho que queremos trilhar e
chegar, a ousadia de lutarmos por nosso ideais atrofia a vergonha. Para isso,
devemos ser vulneráveis para expandir nossa criatividade, nosso poder de
inovação, motivação, produtividade e confiança. Aceitar as dores e as situações
não é simples, porém, quando você têm planos e quer que as coisas caminhem do seu
jeito porque você acredita neles é possível. A solidão é outro ponto forte do
livro que visualizei e trouxe na minha vida, fui muito magoada pelos companheiros
do passado, amigos e conhecidos, a armadura da vergonha me apresentou que devemos
ter empatia por nos mesmos e aceitar as escolhas não só de você, como também
dos outros.
Quando
finalizei o livro percebi que cresci um pouco mais sem me mexer, os capítulos
me desvendaram que só depende de nós para sermos nossas realizações e deixar de
lado o que os outros pensam. Defini o que o livro me ensinou em um pequeno
texto: “A sua história não está escrita totalmente, se você quer crescer
profissionalmente, deixar de ser garçonete, melhorar de vida, poder viajar ao
invés de trabalhar nas férias dependerá de suas atitudes, quer fazer seu nome
por seus esforços, sem depender de ninguém, ser reconhecida ao invés de
ignorada, dependera de suas atitudes, da sua vulnerabilidade.”
Sobre o livro:
Título: A coragem de ser imperfeito
Autora: Brené Brown
Número de páginas: 164
Editora: Sextante
OBRIGADA POR LEREM!!!!!!!!!!!!!!


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