quinta-feira, 27 de setembro de 2018

DIA VINTE E SETE DE SETEMBRO





A frase: “Faça o que você ama” nunca esteve tão conflituosa nos meus pensamentos nos últimos meses. A última vez que escrevi no blog foi no final do ano, e desde então me via ocupada correndo atrás dos meus sonhos, me desfiz do emprego que não colhia frutos há algum tempo, pelo contrário, me causava prejuízos emocionais, físicos, financeiros (já que as funções que ocupava não coincidiam mais com o salário) e futuros, abdiquei-me do cotidiano para que me sobrasse mais tempo para o processo de construção das novas oportunidades que surgisse, em vão.

É coerente falar que, tudo que fazemos para o nosso crescimento não seja perda de tempo, porém entre o fazer e o concretizar é uma batalha diária com você e com a sociedade. Digo isto pelo fato que não adianta você crescer intelectualmente, investir seu tempo, dinheiro, sanidade mental se a sociedade não investe em você, o que adianta fazer faculdade, pós-graduação, cursos, qualificações, capacitações e ganhar o mesmo salário que uma pessoa que possui apenas o Ensino Médio. Não vim aqui no meu blog pessoal desmerecer nenhuma profissão, oportunidades ou escolhas de ninguém, depósito meu manifesto para questionar a frase e reformulá-la pelo menos para mim: “Faça o que você ama, caso convenha com o que o mercado busca”.

A maioria das empresas atualmente almeja somente as suas habilidades de polivalente pagando-lhe um salário, não as suas ambições, as competições por um emprego dos sonhos (em termos financeiros) acarreta na busca de qualificações que o mercado exige, não no que você almeja. “Por que quer deixar a sua área?”, “Trabalha tanto tempo nessa área, por quê a mudança?”, “Para essa função requer experiência”, “Não adianta recomeçar do zero, os profissionais mais capacitados irão ocupar a vaga”, “Por menor que seja o seu salário deve continuar como garçonete” e após escutar essas frases nos últimos meses em busca de recolocação profissional para melhorar de vida e poder continuar meu sonho digo que: “Os incapacitados (do mercado) devem baixar a cabeça e seguir a sociedade do automático”.

Seguindo essa sociedade das não oportunidades vou prosseguir os meus sonhos de levantar o meu canudo do Mestrado e do Doutorado carregando bandejas, trabalhando no caixa, montando coffee breaks, preparando coquetéis e recebendo apenas um salário, mesmo que necessite fazer horas extras nas folgas para pagar as mensalidades, livros e impressões de trabalho e adiar os sonhos que não convêm com a minha realidade.

Não estou escrevendo isso para que alguém desista das suas aspirações e procure uma função que a sociedade quer, entretanto se não convier com que o mercado procura poderá realizá-la mais tarde, sem precisar estar dentro de um ônibus por duas horas entre terminais, ou ouvindo deboche das pessoas “Cadê o seu carro?”, “Você precisa se cuidar mais”, aproveitar o seu dia de folga em um dia de praia, poder viajar e comprar o que almeja.

O sucesso está do lado oposto da realização, ou então em fases diferentes da vida, realizar-se financeiramente e profissionalmente ao mesmo tempo para que se obtenha sucesso depende de sorte, depende de oportunidades, depende do que você é. Uma vez perguntei a uma conhecida o que eu deveria fazer para crescer profissionalmente e conseguir ser reconhecida e ela me respondeu: “Se prostituir, seja o que você não é, coloque uma mascara, seja falsa e obterá êxito no mercado”. A frase: “Faça o que você ama” nunca esteve tão distante nos meus próximos projetos.

Se estou seguindo o conselho da minha colega? Não. Continuo com a minha integridade moral, peregrinando devagar, se vou chegar a minha realização plena? Não sei, porém estou sendo eu mesma, sem me machucar e magoar ninguém, o mundo trará o que mereço. O porquê o nome deste post é “Dia vinte e sete de Setembro”? Pelo motivo de está louca para comemorar este dia pelos meus méritos.
       
       


OBRIGADA POR LEREM!!!!!!!!!!!!!
       

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