No ultimo dia 28 de Março
ocorreu no auditório do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e
Pequenas Empresas), a palestra de Marcelo Safadi arquiteto, urbanista e gestor
publico abrindo o ciclo de palestras do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade
(CETUR), com sua vasta experiência na questão ambiental, com consultorias de
Ecoturismo, Turismo sustentável em mais de 100 empreendimentos e destinos do Brasil,
sendo também presidente do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes
Estaduais de Turismo – FORNATUR 2005/2006, atualmente é o Superintendente
Executivo de Assuntos Metropolitanos do Estado de Goiás.
Focando no Estado do Ceará
ele mostrou para um publico formados por autoridades como presidente do SENAC,
do SEBARE, da ABIH, da Fecomercio, do Convention e Visitors Bureau, estudantes
de Turismo e publico em geral de como o marketing em uma localidade pode
influenciar ou modificar sua identidade mediante as pessoas que a visitam e
como a venda desse serviço que é o Turismo chega aos consumidores com o tema
“Identidade e Marketing nos destinos turísticos”.
A economia de um país é
relacionada através dos setores (primário, secundário e terciário) através da
matéria-prima, modos de produção e serviços, no Turismo, uma atividade
socioeconômica Safadi apresentou mais dois setores, o quartenário com a
inovação em que o Turismo esta sempre atrelado para continuar seu movimento através
de sua operação de vendas e o quinário que por meio do marketing que é feito em
um produto intangível o consumidor tem suas experiências na localidade
escolhida.
Entendo por marketing um
conjunto de atividades que incrementam um produto ou serviço utilizando estudos
e medidas que determinam uma estratégia para a sua sustentação garantindo seu
êxito comercial. O marketing turístico tem basicamente o mesmo conceito com o
acréscimo de que também é estudado o sociológico e o psicológico dos
consumidores durante as fases do ciclo de vida do produto turístico.
Os novos desafios são feitos
com novas estratégias, o mercado desruptivo teve sua forma de divulgação
modificado com a internet cada dia mais presente no dia a dia dos consumidores
que tem suas duvidas e pesquisas por produtos mais próximos e em tempo real ao
invés de buscarem folders, revistas.
A identidade e marketing é
um dos grandes desafios de promover, as estratégias comuns não podem ser
utilizadas em todos os segmentos, em todos os lugares e produtos, a base de
dados e pesquisa não é feita 100% pela forma de atuação dos trades que não tem
seus arranjos divulgados para uma pesquisa, para uma localidade se desenvolver
e incrementá-la é necessário descobrir o que os turistas buscam e se encantam.
O trade turístico é
caracterizado pelos meios de hospedagem, bares, restaurantes, transporte,
agencia de viagens, centro de convenções, feiras de negócios, loja de souvenir
e empresas ligadas indiretamente com o Turismo. Os dados que esses equipamentos
podem fornecer favorece para saber qual o perfil do turista, suas necessidades,
poder econômico e interesses. Em Lisboa
apresenta-se um observatório em que esses dados são introduzidos para se
trabalhar melhor a localidade, os produtos e serviços turísticos e
comercializar o destino.
Se todos os destinos,
segmentos e equipamentos trabalhassem em comum para suprir a necessidade do
turista, talvez não existisse a degradação do espaço, a aculturação e outros
impactos negativos que o Turismo traz sendo mal planejado, o turista quer estar
na paisagem que é divulgada, comer a comida típica que se é mostrada, olhar a
imagem que idealiza quando se é falado do destino, usar o artesanato para
entrar na essência do local, ouvir/dançar a musica da região, saborear a
gastronomia, curtir o lugar depois de seu evento, nadar/ surfar na praia sem o
medo de ser imprópria ou não para tal atividade. O turismologo é o planejador e
analisador para que o serviço seja bem articulado e que levem os turistas a
pontos da cidade que jamais poderiam imaginar uma atividade turística naquele
local para que ele possa conhecer o lugar visitado e esse espaço tenha seus
equipamentos melhorados para o bem da comunidade de forma sustentável.
A internet é a ferramenta
mais utilizada hoje em dia para a busca de produtos e serviços, empresas
apostam em seus feedbacks para fazer propaganda do seu produto. Comprovando
suas afirmações em imagens em sites de buscas Safadi mostrou como o Estado do
Ceará e a cidade de Fortaleza é vista, sua orla marítima, o sol e o mar são
destacados pelo céu sem nenhuma nuvem e o mar azul, ao se fazer à busca por
imagens do Sertão do Ceará a paleta de cores se modifica por tons terrosos, por
pessoas que vivem nessas localidades, mas sem deixar de lado a beleza que as
imagens trazem apesar de impactar. Logo em seguida, viu-se como Jericoacoara
tem seu panorama exposto, seguindo os moldes das imagens do Ceará e Fortaleza
diferenciando apenas por suas redes, a arvore da preguiça, a pedra furada,
Jericoacoara é vendida como uma praia desértica, mas não é bem assim o que os
turistas encontram ao chegar na vila dos pescadores. Ao entrar no site da CVC,
uma das maiores operadoras de Turismo do país, a imagem de divulgação da cidade
de Fortaleza é a mesma de Jericoacoara, a jangada símbolo do Ceará.
As redes sociais é a forma
em que as pessoas mostram como estão felizes em suas viagens, no entanto elas
não colocam o destino como protagonista e sim o sentimento de prazer e
satisfação em esta naquele local, com as hastags (#) os destinos turísticos são
divulgados com uma rapidez pelos seus próprios consumidores nas redes sociais.
Em outro ponto da palestra
Marcelo Safadi apresentou seu empreendimento em Pirenópolis- GO, uma pousada
com 11 UH’s que possui um atendimento diferenciado como ele mesmo assinalou, seu
café da manhã é servido ate às 18hs trazendo contentamento aos hospedes, os
colaboradores que possui são todos formados em gastronomia por assim ele dizer
que por terem o prazer em servir seus hospedes são melhores recepcionados em
disparidade aos bacharéis em Turismo que querem gerir sem ter a experiência do
atendimento da forma pratica.
Com essa exclamação Marcelo
Safadi causou insatisfação por alguns turismologos que se encontravam no
auditório, porém para que se trabalhe o Turismo você deve conhecê-lo por
completo, uma coisa impossível, na
hotelaria é continuamente visto essa disparidade, para ser um recepcionista
precisa apenas falar uma língua estrangeira e experiência em atendimento, para
trabalhar na parte administrativa eles buscam pessoas formadas em outras áreas
como administração, ciências contábeis, recursos humanos e marketing ao invés
de um turismologo mesmo que ele tenha se preparado em todos esses setores na
faculdade. Já na parte de serviço para se tornar uma governanta tem que se
passar por todas as etapas de camareira, a supervisora ate chegar a chefe do
setor, da mesma forma na área de A&B para se atingir a metria tem que
começar como cummim, garçom, chefe de fila e maître, o gerente de A&B
muitas vezes também não é da área e não passa por essas etapas, coloca-se nesse
posto uma administradora, nutricionista ou engenheira de alimentos.
Os formados em gastronomia
escolheram essa área pelo prazer de servir e ver a reação das pessoas pelo o
que fazem, Safadi se referiu nesse aspecto, já que os estudantes de Turismo
apesar de estudar sociologia, psicologia, hotelaria, agencia de viagens, nos
hotéis/pousadas/resorts não se querem a técnica, se preza o serviço, o contato
e a satisfação de transpor o que há de melhor para tornar a estadia do turista e
o desejo que ele sempre sonhou. O turismologo mesmo trabalhando na hotelaria
ele só conseguira crescer numa empresa através do seu trabalho e não pela sua
titulação.
OBRIGADA POR LEREM!



