Olá,
há pouco tempo terminei o último poema do meu livro, uma auto-descrição. Como
esse poema é muito confuso, por ser pedaços de pensamentos, (essa a intenção) estou
fazendo esse post para minuciar o ‘Recortes de pensamentos, espero que
gostem.
RECORTES
DE PENSAMENTOS
Você já não está acostumada
a andar sozinha?
Ir ao cinema sozinha?
Viver sozinha?
Para quê mudar?
Os livros já não são seus
amigos!?
Tudo é igual, mas nada é
vazio.
Esse
primeiro verso narra o que eu sempre repito todas as manhãs ao acordar em
resposta ao dia anterior, que sempre tento fazer algo novo, amigos novos, e romances
novos, mas sempre fracasso nestas tentativas e sempre amanheço dizendo que a
ida ao cinema sozinha, os livros na minha estante, o meu caminho solitário é o
suficiente.
Tantas portas abertas e
fechadas
Procuramos a felicidade no
raso quase vazio,
Tomando cuidado com o
deslocamento,
Fugindo de arrependimentos.
Nessas tempestades de caos
De um mundo sem verdades
O amigo é a espera que se
acostumou com um “volto logo”.
Nessa
segunda passagem faz alusão as minhas tentativas de entra na vida de alguém,
que sempre tem as portas fechadas só para mim e não para os outros, em pessoas
que acho que são incríveis mas, que desaparecem com o tempo, consequentemente me
tranco para fugir de decepções de pessoas que só se aproximam quando querem
algo em troca, depois que conseguem somem e dizem ‘volto logo’ mais nunca voltam.
Navegando em erros sem leme
Não prevemos o que ocorrerá
Perdemos mais que sabemos
Com os nossos ‘sins’
inexplicáveis.
Apesar
dos desapontamentos sempre abro o coração, para algo ou pessoas, acreditando que
poderá ser diferente, mais uma vez me engano, me enganam com os meus insistentes
‘sins’.
Sonhadora que sonha que tudo
mude
Não procuro sombras para uma
boa fotografia
Saio sem me notarem em meio
às indiferenças
Das pessoas que buscam
sempre mais.
Fotografo-me pelo olhar das
pessoas
Sem precisar de um espelho
para um retoque,
Sem que você note, “selfie”
Apesar
das desilusões vou construindo meu caminho sozinha, sou obrigada a viver,
deixando as pessoas me tratarem como uma invisível, pessoas que só consideram
amigos aqueles que os idolatram mesmo que pelas costas falem mal deles. Vejo o desdém
das pessoas ao me verem e percebo que estou fazendo o papel direitinho de
intrusa.
Reféns da vida:
Renasço sempre depois do
choro,
Uso o tempo não só para
viver,
Mas também para esquecer,
Vejo os dias indo embora por
janelas,
O sol gira como nossas vidas
E as pessoas que querem mais
que amor
Vão embora como os dias.
Mais
elas voltam.
Levanto-me
todos os dias com a possibilidade de que algo bom aconteça, essa expectativa é
sempre zero, então sigo meu caminho vendo as pessoas viverem, pelas janelas dos ônibus
querendo ser iguais a elas, tendo amigos iguais a elas, tendo amores iguais a
elas. Algumas dessas pessoas já voltaram para terminar de destruir o que já
está em pedaços.
A fortuna que acumularei
para a velhice
São os sorrisos,
Se eu chegar até lá!
Mesmo
que, tudo isso aconteça consegui arrancar alguns sorrisos e companhias, poucos,
mesmo por interesse, mas esses poucos são o suficiente para levar até o fim da vida.
Não sei ate quando, meus pais um dia irão embora, meu irmão terá a sua vida e não
vai querer uma impertinente ao seu lado, vou me definhar ou me definharei a
força. Enquanto isso, vou fazendo o que a sociedade exige, estudo, trabalho, me
alimento, durmo e sigo os dias sem incomodar ou machucar alguém, ando ocupada
demais me machucando e sem ser interessante para caminhar ao lado de alguma
pessoa.
POEMA 'RECORTES DE PENSAMENTOS' NA ÍNTEGRA.
RECORTES DE PENSAMENTOS
Você já não está acostumada a andar sozinha?
Ir ao cinema sozinha?
Viver sozinha?
Para quê mudar?
Os livros já não são seus amigos!?
Tudo é igual, mas nada é vazio.
Tantas portas abertas e fechadas
Procuramos a felicidade no raso quase vazio,
Tomando cuidado com o deslocamento,
Fugindo de arrependimentos.
Nessas tempestades de caos
De um mundo sem verdades
O amigo é a espera que se acostumou com um “volto logo”.
Navegando em erros sem leme
Não prevemos o que ocorrerá
Perdemos mais que sabemos
Com os nossos ‘sins’ inexplicáveis.
Sonhadora que sonha que tudo mude
Não procuro sombras para uma boa fotografia
Saio sem me notarem em meio às indiferenças
Das pessoas que buscam sempre mais.
Fotografo-me pelo olhar das pessoas
Sem precisar de um espelho para um retoque,
Sem que você note, “selfie”
Reféns da vida:
Renasço sempre depois do choro,
Uso o tempo não só para viver,
Mas também para esquecer,
Vejo os dias indo embora por janelas,
O sol gira como nossas vidas
E as pessoas que querem mais que amor
Vão embora como os dias.
Mais elas voltam.
A fortuna que acumularei para a velhice
São os sorrisos,
Se eu chegar até lá!
OBRIGADA POR LEREM!!!!

