quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

POR QUE ESCOLHI TURISMO?





Estou achando que a vida ultimamente está me dando uma lição de boas coisas! Como se dissesse: Valeu passar por tudo, sem decidir morar no drama. Como se eu ouvisse: Tenho muito orgulho de você, não se vendeu, não quis qualquer coisa. NÃO foram as respostas às coisas erradas que viu, SIM é seu resultado final, de não aceitar qualquer coisa, e que não fica com qualquer coisa em termos de atitudes e resultados! Quer ser grande, faça-se grande, mas isso começa nos pequenos detalhes de atitude e consciência!  

Em 2005, estava concluindo o ensino médio, cheias de duvidas e questionamentos, não tinha noção do que viria pela frente em minha vida, nos últimos meses do terceiro ano não conseguia ir para a escola, cai em uma tristeza profunda, medos me transbordavam, perdi algumas semanas de aula, minha mãe me batia dizendo que era frescura minha, mas a vontade era só de me esconder.

Enfim, terminei o ensino médio com a pergunta: “E agora?”, fui buscar meu primeiro emprego, na época não existia esses programas e facilidades para os jovens. Em um anúncio do jornal, vi que uma famosa loja de roupas estava chegando à cidade e a seleção para as vendedoras ocorria no Marina Park Hotel, fui bastante entusiasmada e otimista, não sabia nada de como me comportar em entrevistas, ainda era menor de idade, chegando vi todas as concorrentes bem vestidas e maquiadas e eu com uma calça já bastante usada e uma blusa verde musgo que ainda tenho e que todas as vezes que à olho me lembro desse dia; dia este que me marcou, quando cheguei na porta do salão que ocorria a seleção, o segurança olhou para mim de cima a baixo perguntando o que eu fazia ali, mandando eu voltar para casa estudar, dizendo que eu não teria chance alguma de passar na entrevista, que ainda era menor de idade e que nunca nem conseguiria trabalhar naquele hotel, falando tudo isso rindo e arrancando risadas das outras concorrentes, fui caminhando pelo corredor chorando bastante olhando para dentro de um dos restaurantes, a Casa de Chá, prometendo para mim mesma que um dia trabalharia lá.



Ao mesmo tempo, fazia um cursinho gratuito, numa barraquinha do Centro Paroquial do bairro cedido à igreja, onde não tinha paredes, no inverno todo mundo ia para o centro da barraca para se proteger da chuva, os professores voluntários se abdicavam das suas noites de descanso para nos ajudar, esses que guardo todos no coração, Evandro Menezes, João, Nathiel, Dickson, Felipe Eduardo, Patrícia Souza e outros. Em 2006, o engresso na faculdade ainda não era referenciado pelo ENEM, tínhamos que ler os dez livros que a UFC pedia para fazer uma boa prova, como não tinha o dinheiro para comprá-los me virava com os resumos do cursinho. Na minha primeira tentativa fiquei em terceiro lugar entre os classificáveis, onde ninguém desistiu para o curso de Letras-Português, na segunda vez não fiquei nem entre os classificáveis e na terceira não passei na primeira fase do vestibular da UECE, desisti.

Simultaneamente, frequentava um grupo de jovens da igreja, o Angus, grupo este que me deram muitos momentos de paz, alegria e aproximação mais forte com Deus, as outras pessoas que integravam o grupo tornaram-se pessoas maravilhosas, que hoje quase não tenho contato, Aline Reis e Brito, Ivna, Nertan, Luck, Diego, Felipe, Samuel, Henrique. Me lembro dos sábados que ficávamos na pracinha atrás da rua onde moro, conversando e nos descontraindo.



A busca de um caminho para seguir não parava, trabalhei como balconista numa papelaria, instrutora de informática, dava aulas de reforço escolar, mais todos avulsamente, sem perspectiva de um futuro e com salários baixos, onde não dava nem para comprar um ingresso dos meus artistas favoritos, a dupla Sandy e Junior, que veio fazer seu último show em dupla na cidade, onde o ingresso custava oitenta reais, pedi à minha mãe para completar o valor já que no emprego que eu estava no momento ganhava apenas cinquenta reais por mês, por fim minha mãe não emprestou e não fui, a pouco tempo ela me perguntou do porquê não ter ido àquele show e disse o motivo (ela esta com remorso até agora, rs).

No ano de 2007, muitas pessoas participavam de seleções de uma empresa de telefonia, participei de sete em que não passava da primeira fase, pelo motivo do meu problema nas cordas vocais, como nasci de parto fórceps, entortou meu pescoço e prejudicou minha dicção, tenho que forçar para falar em certos momentos (esse é o porquê de não falar muito, não é por ser tímida).

Mais uma vez, olhando o jornal me deparei com um anúncio de um hotel precisando de garçons de eventos sem experiência, era o Marina Park Hotel, minha mãe insistiu para que eu fosse, mas o medo prevalecia, com muita insistência fui. Logo na primeira entrevista foram logo destacando o perfil que necessitavam, os futuros funcionários teriam que se abdicar dos finais de semana e trabalhar bastante sem descanso, o emprego perfeito para mim, já que não tinha vida social.

Comecei como auxiliar de cummin, aos poucos fui crescendo e me destacando passei para cummin, hostess, garçonete, cheguei até a ser chefe de fila. Ficava em ‘welcome drinks’ e trabalhei em todos os tipos de eventos durante os quatros anos que se seguiram, casamentos, aniversários, coquetéis, brunch, congressos simpósios, jantares importantes e nos restaurantes do hotel, um deles a Casa de chá onde um tempo atrás passei com lágrimas nos olhos, jurando que um dia trabalharia nela, consegui.


A arte do serviço e do bem-receber me conquistou, trabalhava arduamente e sem descanso mais feliz, nos intervalos de um evento e outro do hotel trabalhava em outros Buffett pequenos e de grandes portes, um dos momentos que destaco nessas minhas loucuras de trabalho foi em um evento que ocorreu no Siara Hall, em que fui dentro de um caminhão baú quase escuro ao lado de outros garçons e garçonetes, onde a cada curva que o caminhão fazia os dois botijões de gás e as peças de vidro que se encontram no mesmo compartimento se movimentavam, quando o evento acabou às quatro da manhã, eu e minhas amigas tomamos aquele velho pó de guaraná com rebite no Terminal do Papicu, para trabalharmos em mais uma feijoada do Siriguela até as sete horas da noite, neste dia trabalhei 28 horas seguidas sem descanso, momentos inesquecíveis e loucos.



Uma das lições que aprendi nesse período é que, “Só podemos criticar o trabalho do outro se conhecermos”, e foi assim que comecei a me dedicar aos setores que se estendia a minha volta, busquei me aperfeiçoar na minha função com cursos profissionalizantes (foi nesse período em que conheci o George no SENAC TURISMO que me levou para trabalhar no Vila Galé Resort), fiz cursos para a tesouraria, RH, almoxarife, secretariado, auditoria, copa, caixa e bar. Mesmo assim, apaixonada pelo o que estava fazendo, procurei outros horizontes, tinha que assinar minha carteira, trabalhei alguns meses numa empresa de calçados até me demitirem e voltei pra o hotel. Nesse meio tempo, fiz cursos de inglês e espanhol, os dois incompletos.




Quando no segundo semestre de 2012, surgiu a oportunidade de trabalhar na área que escolhi de carteira assinada, fiquei feliz e triste ao mesmo tempo, em deixar o hotel que me deu tantas oportunidades e amizades com pessoas maravilhosas que conheci, Rondinele, Katiane, Jeice, Rose, Ruth, Clemilson, Danila, Luciana, Eveline e muitos outros, mas tinha que seguir em frente e obedecer o capitalismo. O hotel, diferente dos que trabalhei, me estagnou e utilizou tudo que aprendi e conquistei sem me valorizar. Com a ganância de crescer profissionalmente, este hotel me paralisou, me deixando desmotivada a cada dia nos últimos quatro anos. 



Como não conseguia crescer internamente, fui buscar a minha satisfação em outros ambientes, no Ensino Superior.  Uma colega, na qual tenho muito apreço, me convenceu a fazer Turismo ao invés de Hotelaria e me apresentou a UNICE. A instituição me mostrou que o Turismo não é só a hotelaria, como eu pensava e que poderia conquistar meu espaço em outros ambientes. Com professores maravilhosos, me formei e agora vou lutar por um espaço e mudar a minha vida e mostrar para muitas pessoas que não sou invisível e que posso mais.


Resolvi escrever essas linhas para mostrar que podemos sim desistir do que almejamos, mas se for para renunciar, que seja por algo melhor na frente. Irei desistir da hotelaria, contudo os meus planos estão sendo pautados nos mínimos detalhes para encontrar minha felicidade.


OBRIGADA POR LEREM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

RECORTES DE PENSAMENTOS





Olá, há pouco tempo terminei o último poema do meu livro, uma auto-descrição. Como esse poema é muito confuso, por ser pedaços de pensamentos, (essa a intenção) estou fazendo esse post para minuciar o ‘Recortes de pensamentos, espero que gostem.


RECORTES DE PENSAMENTOS


Você já não está acostumada a andar sozinha?
Ir ao cinema sozinha?
Viver sozinha?
Para quê mudar?
Os livros já não são seus amigos!?
Tudo é igual, mas nada é vazio.

Esse primeiro verso narra o que eu sempre repito todas as manhãs ao acordar em resposta ao dia anterior, que sempre tento fazer algo novo, amigos novos, e romances novos, mas sempre fracasso nestas tentativas e sempre amanheço dizendo que a ida ao cinema sozinha, os livros na minha estante, o meu caminho solitário é o suficiente.

Tantas portas abertas e fechadas
Procuramos a felicidade no raso quase vazio,
Tomando cuidado com o deslocamento,
Fugindo de arrependimentos.
Nessas tempestades de caos
De um mundo sem verdades
O amigo é a espera que se acostumou com um “volto logo”.

Nessa segunda passagem faz alusão as minhas tentativas de entra na vida de alguém, que sempre tem as portas fechadas só para mim e não para os outros, em pessoas que acho que são incríveis mas, que desaparecem com o tempo, consequentemente me tranco para fugir de decepções de pessoas que só se aproximam quando querem algo em troca, depois que conseguem somem e dizem ‘volto logo’ mais nunca voltam.

Navegando em erros sem leme
Não prevemos o que ocorrerá
Perdemos mais que sabemos
Com os nossos ‘sins’ inexplicáveis.

Apesar dos desapontamentos sempre abro o coração, para algo ou pessoas, acreditando que poderá ser diferente, mais uma vez me engano, me enganam com os meus insistentes ‘sins’.

Sonhadora que sonha que tudo mude
Não procuro sombras para uma boa fotografia
Saio sem me notarem em meio às indiferenças
Das pessoas que buscam sempre mais.
Fotografo-me pelo olhar das pessoas
Sem precisar de um espelho para um retoque,
Sem que você note, “selfie”

Apesar das desilusões vou construindo meu caminho sozinha, sou obrigada a viver, deixando as pessoas me tratarem como uma invisível, pessoas que só consideram amigos aqueles que os idolatram mesmo que pelas costas falem mal deles. Vejo o desdém das pessoas ao me verem e percebo que estou fazendo o papel direitinho de intrusa.

Reféns da vida:
Renasço sempre depois do choro,
Uso o tempo não só para viver,
Mas também para esquecer,
Vejo os dias indo embora por janelas,
O sol gira como nossas vidas
E as pessoas que querem mais que amor
Vão embora como os dias.
Mais elas voltam.               

Levanto-me todos os dias com a possibilidade de que algo bom aconteça, essa expectativa é sempre zero, então sigo meu caminho vendo as pessoas viverem, pelas janelas dos ônibus querendo ser iguais a elas, tendo amigos iguais a elas, tendo amores iguais a elas. Algumas dessas pessoas já voltaram para terminar de destruir o que já está em pedaços.

A fortuna que acumularei para a velhice
São os sorrisos,
Se eu chegar até lá!

Mesmo que, tudo isso aconteça consegui arrancar alguns sorrisos e companhias, poucos, mesmo por interesse, mas esses poucos são o suficiente para levar até o fim da vida. Não sei ate quando, meus pais um dia irão embora, meu irmão terá a sua vida e não vai querer uma impertinente ao seu lado, vou me definhar ou me definharei a força. Enquanto isso, vou fazendo o que a sociedade exige, estudo, trabalho, me alimento, durmo e sigo os dias sem incomodar ou machucar alguém, ando ocupada demais me machucando e sem ser interessante para caminhar ao lado de alguma pessoa.




POEMA 'RECORTES DE PENSAMENTOS' NA ÍNTEGRA.


RECORTES DE PENSAMENTOS


Você já não está acostumada a andar sozinha?
Ir ao cinema sozinha? 
Viver sozinha?
Para quê mudar?
Os livros já não são seus amigos!?
Tudo é igual, mas nada é vazio.

Tantas portas abertas e fechadas
Procuramos a felicidade no raso quase vazio,
Tomando cuidado com o deslocamento,
Fugindo de arrependimentos.
Nessas tempestades de caos 
De um mundo sem verdades
O amigo é a espera que se acostumou com um “volto logo”.

Navegando em erros sem leme
Não prevemos o que ocorrerá
Perdemos mais que sabemos
Com os nossos ‘sins’ inexplicáveis.

Sonhadora que sonha que tudo mude
Não procuro sombras para uma boa fotografia
Saio sem me notarem em meio às indiferenças
Das pessoas que buscam sempre mais.
Fotografo-me pelo olhar das pessoas 
Sem precisar de um espelho para um retoque,
Sem que você note, “selfie”

Reféns da vida:
Renasço sempre depois do choro,
Uso o tempo não só para viver,
Mas também para esquecer,
Vejo os dias indo embora por janelas,
O sol gira como nossas vidas 
E as pessoas que querem mais que amor
Vão embora como os dias.
Mais elas voltam.

A fortuna que acumularei para a velhice 
São os sorrisos,
Se eu chegar até lá!


OBRIGADA POR LEREM!!!!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

ACESSIBILIDADE PARA OS PROFISSIONAIS DA ÁREA DE A&B




Quando pensamos em acessibilidade nos vem logo em nossa cabeça pessoas cadeirantes, espaços que não tem como comportar essas pessoas, rampas de acessos. Acessibilidade é o direito de ir, vir e permanecer de todos os cidadãos em locais públicos e privados, uma mulher grávida, uma pessoa obesa, um anão, um autista, um deficiente visual, um deficiente auditivo, um cadeirante, é um direito de todos e para todos só que algumas pessoas dependem mais desse direito do que outras. 

Muitas empresas e locais públicos não se adaptaram as normas e padrões de acessibilidade, muitos por falta de incentivos ou pela falta de demanda do publico com deficiência, a problemática é que para esse publico chegue às esses locais tem-se que trabalhar o ambiente para eles.

Outro obstáculo é inseri essas pessoas em ambientes de trabalho voltados para o Turismo, podemos vê-los em supermercados, farmácias, escolas em decorrência de incentivos fiscais, porém o principal motivador do Turismo é o serviço e a prerrogativa de inserção de pessoas com algum tipo de deficiência para atuar no Turismo é pouco vista para empresários da área.  

Mais é esse o pensamento de uma sociedade que se ver descriminada e que discrimina os seus a sua volta, se não dermos a oportunidade como podemos conviver e como podemos conhecer suas habilidades e competências, quem convive e pode estar perto com eles sabe de suas capacidades e que sua dedicação é mais intensa que qualquer outra pessoa sem deficiência. Uma coisa é definir os direitos dos deficientes, outra é criar condições para que eles se concretizem, é difícil se concentrar no que eles podem fazer e não somente em suas dificuldades.

No Brasil é complexo de achar locais para dar apoio aos deficientes em contato acessível para as outras pessoas, entretanto na Europa existem vários exemplos, um bar totalmente acessível na Itália onde a garçonete é cadeirante, o cardápio pode ser encontrado no balcão em braile para deficientes visuais, plaquinhas com os nomes das bebidas e comidas para pessoas com dificuldades de comunicação, balcões padronizados para acessibilidade de cadeirantes, o sócio e cozinheiro deficiente auditivo. 


Outro ambiente se encontra na França, um restaurante totalmente às escuras “jantar no escuro” (dining in the dark) onde os garçons são deficientes visuais levando muitas pessoas na indiscrição de como eles lidam com a deficiência e como podem ser hábeis em seu mundo. O menu é surpresa com dois ou três pratos onde o cliente não sabe o que esta sendo servido tendo que utilizar seus outros sentidos, olfato, paladar e tato para saber o que estão comendo, sem as habilidades de comer com os talheres no escuro eles acabam que comendo com as mãos. 

Os deficientes visuais mostram suas habilidades em identificar o dinheiro na hora do pagamento onde se encontra o cliente e como conduzi-los ate o banheiro. O objetivo desses projetos é desenvolver as habilidades dessas pessoas em ambientes de trabalho e formar opiniões desenvolvendo uma sociedade mais solidarias com objetivos comuns.

Do mesmo modo para que ocorra essa acessibilidade no mercado de trabalho tem que haver alguns conflitos para ser trabalhado, como dito anteriormente o Turismo trabalha com serviços e com pessoas, pessoas essas com culturas diferentes, comportamentos e educações diferentes, o preconceito é limitado pelo pré, o julgamento antes do conhecimento, a auto-estima de uma pessoa demora tempo para ser construída e segundos para ser destruídas então para que essa acessibilidade ocorra tem que se trabalhar discriminação pela cor, aparência, quantidade de tatuagens, roupas, crenças religiosas, deficientes ou doenças. As verdadeiras barreiras são as pessoas, não os lugares. São as pessoas que criam os lugares.



FONTES:
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151209_italia_bar_cadeirantes_garcons_ez_rb

https://turismoadaptado.wordpress.com/2016/04/02/clientes-discriminam-garcom-autista-e-restaurante-da-resposta-perfeita/

http://www.saudevisual.com.br/noticias/508-dining-in-the-dark


http://www.brasilparatodos.com.br/acessibilidade.php


OBRIGADA POR LEREM!!!!!!!!!!!

domingo, 21 de agosto de 2016

ACONTECEU EM VENEZA - RESENHA





E finalmente consegui ler a continuação de Aconteceu em Paris, e que continuação hein! Molly Hopking fez do segundo livro de Evie mais apaixonante que o primeiro, ria muito dentro do ônibus, sozinha no meu quarto e no trabalho, quase não término de lê-lo pelo simples motivo de não querer terminá-lo.

A narrativa começa depois da reconciliação de Evie e Rob (Aconselho ler primeiro “Aconteceu em Paris” para compreender a história) uma viagem típica de uma lua de mel, onde Rob enfatiza oficializar sua relação com Evie querendo morar e trabalhar juntos criando sua própria companhia, Evie fica meio relutante a isso por não querer deixar sua amiga Lulu e seu apartamento, mas o amor que ela tem por Rob é tão forte e seu sonho de ter um relacionamento de verdade esta mais perto do que pensa. Porém, a vida é uma caixinha de surpresas, os homens são realmente todos iguais e o livro só veio a confirmar, Evie observa seu sonho desmoronar, entretanto ela não desanima com a ajuda de seus amigos, ela se ergue mergulha com tudo no seu trabalho como guia de Turismo e de garçonete no bar de seu amigo grego e sua louca família.

O livro lhe arranca incríveis gargalhadas no seu desenrolar, amiga de Evie, Lulu é uma das protagonistas, ao lado de seu colega milionário John que acaba tornando seu melhor amigo e conselheiro nessa sequência, e Nikki seu chefe e amigo do bar na qual ela trabalha como garçonete, mal humorado e mandão. Evie resolve aceitar um trabalho em Veneza, uma das cidades mais românticas do mundo, na qual ela vai sozinha, e com Rob ainda em seu coração que acaba desaparecendo definitivamente dele quando acontece algo inesperado em sua vida.

“Aconteceu em Veneza” não deixa nada a desejar na sua narrativa leve e bem desenrolada diferente de “Aconteceu em Paris”  em que seu final deixou a desejar, enfim recomendo e já quero uma produção cinematográfica.





OBRIGADA POR LEREM!

domingo, 3 de julho de 2016

DEPOIS DE VOCÊ - RESENHA




Aqui estou eu para falar da continuação do livro mais incrível que li no ano passado, assisti ao filme do primeiro livro há duas semanas e como eu havia dito na resenha de "Como eu era antes de você" chorei litro no cinema, mas ri também (#Recomendo, e que levem lencinhos e que não solucem por favor igual uma senhora que estava do meu lado que me fez ri) o filme foi fiel ao livro, atores incríveis e uma dinâmica e continuidade muito boa, mas ainda prefiro os livros que são mais completos. Estava com muita vontade de saber o que aconteceu com a Louisa Clark depois que Will morre, porem a faculdade e o trabalho não me permitia pegar no livro tanto que o li durante a estréia do filme do primeiro, então vamos lá!



O livro “Depois de você” é narrado em primeira pessoa assim como o primeiro sua temática e dinâmica foi idêntica ao primeiro, me impressionei com as criticas negativas que li e que continuo lendo sobre ele, pois para mim ele é melhor que o “Como eu era antes de você”, mais dinâmico, emocionante e chocante. Jojo Moyes não queria escrever um conto de fadas antigo ela trouxe uma realidade bem próxima do que pode um dia acontecer ou esta acontecendo com alguém nesse momento.

Depois da morte de Will Trainor ela resolve seguir seu conselho, VIVER, mas não por muito tempo ela se acomoda novamente e não consegue superar a morte de Will seu companheiro de pensamentos nas madrugadas londrinas em seu apartamento ao lado de taças de vinho (ainda continuo me identificando com a Lou), ate sofrer um acidente onde todos pensam que ela se jogou do seu apartamento, por vontade dos pais começa a freqüentar um grupo de terapia onde descobre que não esta sozinha para superar o luto da pessoa que ama, ate surgir uma personagem que revira sua vida e a tira de sua monotonia, uma pessoa idêntica ao Will que a leva a viver novamente assim como ele fez com ela mais de uma forma diferente, um tanto negativa deixando sua bobice de lado e transformando-a numa mulher guerreira e forte. Sua família à traz problemas também deixando-a em um beco sem saída. Ao mesmo tempo, ocorrem fatos que podem transformar sua vida e deixá-la seguir em frente (Sam S2), Nathan surge novamente agora ele é seu anjo da guarda e conselheiro, os Trainors a família de sangue de Will continua vivendo normalmente, diferente de Lou que os leva a continuidade de seu filho, ela não quer perder Will novamente e essa personagem o traz de volta como uma desculpa de continuar com ele.

Quando ela finalmente percebe que não pode trazê-lo a vida novamente já é quase tarde demais, tudo que esta a sua volta para resolver seu caminho vão se esvaindo e ela tem a dura batalha de reconquistar tudo para seguir em frente.

A questão que me fez amar esse livro foi à lição que a autora nos quis passar que devemos continuar nossa caminhada apesar do tropeço ou desapontamento que a vida nos dá, mas isso ocorre para nos tornar mais fortes e serenos, nunca devemos esquecer as feridas do passado mais devemos sempre olhar para a cicatriz e dizer que ela foi à marca de uma batalha vencida.


Se recomendo o livro!? Não só recomendo como já quero a continuação dele, o filme dele, uma série dele.

OBRIGADA POR LEREM!

terça-feira, 28 de junho de 2016

CUENCA - EQUADOR: CURIOSIDADES


Olá!? Hoje falarei da ultima parte das curiosidades das cidades consideradas patrimônio histórico da humanidade segundo a UNESCO, a primeira cidade foi Viena na Áustria depois Mumbai na Índia que ainda não foi reconhecida pela UNESCO e hoje falarei a respeito de Cuenca no Equador.

CUENCA – EQUADOR: CURIOSIDADES



A Atenas do Equador Cuenca é a cidade mais segura do país e a terceira maior, muito culta e intelectual, tem uma forte imigração árabe, que reflete na sua culinária local o ceviche é um dos pratos mais conhecidos, assim como a arquitetura inspirada na cultura espanhola. Em Cuenca não existe contrastes em relação as classes sociais, não existe pobres ou ricos,você pode caminhar por toda a cidade e encontrará a classe predominante  que é a média,uma cidade que não existe favelas. Seus principais produtos é a cerâmica, os chapéus panamenhos, a argila.


Cuenca, oficialmente Santa Ana dos Rios Quatro de Cuenca , é uma cidade do centro sul da República do Equador e é a capital da província de Azuay. Ele está localizado na parte sul do Equador Cordilheira dos Andes . Seu centro histórico foi declarado um Patrimônio da Humanidade pela UNESCO no ano 1999 .

 O vice-rei de Lima Don Andrés Hurtado de Mendoza ordenou o capitão Gil Ramirez Davalos a fundação de uma nova cidade. Na segunda-feira da Semana Santa de 12 de Abril, 1557, Cap. Gil Ramirez com a companhia de um grupo de espanhol e Diego, Juan Duma, Luis e Hernando Leopulla, caciques  sobre as ruínas de uma cidade Tomebamba foi refundado com o nome de "Santa Ana dos Rios de Cuenca", em homenagem cidade espanhola de Cuenca, pode ser visto em uma área de quinhentos metros quadrados, os três estágios que deram origem ao que hoje é Santa Ana dos Quatro rios, o resto do nome vem da tradição de dedicar a novas cidades um santo ou santa da igreja Católica, neste caso, para Santa Ana.

Área: 67,71 km²
População: 331.888 (2010) Organização das Nações Unida
Clima: seco- úmido
Infraestrutura: a cidade mais segura do Equador e a que tem melhor qualidade de vida.
Idioma: espanhol
Moeda: dólar americano
Cultura: com uma variedade de museus, sítios arqueológicos e muita história sobre suas tradições, crenças e costumes.
Religião: católica


O boom de Cuenca ocorreu com o seu crescimento econômico recebendo requintes franceses com a arquitetura neoclássica, a arquitetura neo-hispânica caracteriza-se por moldes coloniais espanhóis com uma arquitetura modernista. Seu principal material para a construção dos edifícios é o mármore. Cuenca possui 26 edifícios de valor monumental e 602.830 com o valor arquitetônico e ambiental.


O mirador de Turi localiza-se no ponto mais alto da cidade onde se encontra uma igreja com três pavimentos de 1920.


A catedral da Imaculada Conceição foi inaugurado em 1975 e durou quase um século para ficar pronto, seus estilos arquitetônicos são Neo-barroco, Neo-gótico, Arquitetura Neo-bizantina, Arquitetura neo-românico. A catedral é encimada por três cúpulas gigantes cobertos por golpear azulejo azul e branco da Checoslováquia. Seus vitrais foram criados pelo artista espanhol Guillermo Larrazábal. 


Suas torres são truncadas devido a um erro de cálculo do arquiteto. Se eles tivessem sido criados à sua altura planeada, o alicerce desta Igreja da Imaculada Conceição, não teria sido capaz de suportar o peso. Apesar da imensa erro do arquiteto, o horizonte de suas cúpulas tornou-se um símbolo para a cidade. Sua fachada é feita de alabastro e mármore local, enquanto o piso é coberto com mármore rosa, trazido de Carrara (Itália). Quando a Catedral foi construído pela primeira vez 9000, de 10.000 habitantes de Cuenca poderia caber no edifício. A catedral foi projetada para ser a maior da America Latina.


Uma estatua do Papa João Paulo II que visitou a cidade a cidade em 1985 se encontram no interior da cidade, as colunas do altar são ornamentados com folhas de ouro.



A Catedral Antiga do Sagrado foi inaugurada em 1557 com seu estilo colonial possui ainda ruínas do tempo do Império Inca, na varanda tem um órgão embutido da Alemanha de 1739, hoje ele é utilizado como um museu sacro.


A igreja de San Afonso possui um estilo gótico datado de 1875 com sua porta de madeira entalhada e colunas coríntias. Em Cuenca possui exatas 21 igrejas.

CORTE SUPREMA DE JUSTIÇA - ESTILO NEOCLÁSSICO
PREFEITURA DE CUENCA - ESTILO NEOCLÁSSICO
COLÉGIO BENIGNO MALO - ESTILO NEOCLÁSSICO
A economia foi feita com as habilidades manuais dos habitantes (artesanato, flores).



O chapéu de palha toquihla é muito comercializado na Califórnia, sua fabricação é na comunidade de Sig Sig desde 1900, mas ele é conhecido como chapéus panamenhos, o país vizinho. A planta paja toquilha é cortada as fibras retiradas e pendurados para secar por uma semana para depois ser transformado nos chapéus.


Tomebamaba é o maior sitio arqueológico do Império Inca no Equador, foi através das ruínas que foi criada a cidade, é nítido o corte das três gerações e transformações da cidade.


O Parque Nacional de Cajas possui altitude de 3.160 à 4.450 metros, 28.544 hectares, 232 lagoas.


As atividades que podem ser realizadas são inúmeras: caminhada, escalada, pesca desportiva, ciclismo, fotografia, acampar, observação de aves.



A maior beija flor do mundo se encontram no parque, juntamente com a Condor sul-americano, pumas, lhamas e uma grande variedade de flores como a agave.

OBRIGADA POR LEREM!